Bolsas de estudo no exterior || como começar

Posted in Bolsa de Estudos
on 4 de setembro de 2017

Ultimamente muita gente tem me perguntado sobre a bolsa de estudos no exterior, então resolvi abrir mais uma sessão aqui no blog para explicar mais ou menos o caminho das pedras para vocês. O passo principal pra conseguir uma é simples: se mexer. Não dá pra ter preguiça e querer tudo prontinho no seu colo. É preciso “perder” um tempo fuçando a internet e, é claro, se inscrever pra vários programas diferentes, porque quem não arrisca não petisca 😉

É difícil dar orientações mais específicas sem saber exatamente o que a pessoa tá procurando, então vou falar um pouco mais generalizado. Existem muitos programas pra estudantes de graduação que eu desconhecia (ou que não existiam) quando eu ainda estava na faculdade. Na época, só pensava na opção intercâmbio! É importante manter o foco quando for fazer a busca na internet, por isso minha dica é:

Procure como “bolsa de estudos + nome do país” (em português e na língua do país),  vão aparecer para você desde os programas mais gerais de línguas + cultura local, a buscas mais específicas, voltadas para sua área de atuação. E também procure cursos de pós-graduação.

Pra começar, se você ainda não tiver nada específico em mente, é muito simples: escolha os países pra os quais gostaria de ir (obviamente, o fator de dominar a língua local é determinante) e as cidades onde moraria. Depois, pesquise as universidades (públicas, de preferência, e com boa reputação) que existem nessas cidades. Dá pra procurar pelo Google mesmo, ou usar mecanismos específicos como o Buscador Colón pra Espanha e o Campus France pra França. Aí, veja os cursos e linhas de pesquisa que cada uma oferece e escolha os que lhe interessam.

Daí, é hora de fuçar o site das universidades escolhidas procurando informações como a forma de inscrição pra estrangeiros, prazos e custo do curso.

É preciso também entrar nos sites dessas instituições e anotar os documentos necessários e prazos de inscrições. Isso porque muitas vezes eles pedem carta de pré-aceitação no mestrado, cartas de recomendação, um projeto etc. E é bom ter tudo isso pronto o quanto antes, pra não ser pego desprevenido, em cima da hora, com um prazo apertado.

Pois é: a burocracia nunca é pouca. O que faz muita gente desistir de tentar é a preguiça de reunir vários documentos, pedir cartas de recomendação a professores e chefes, escrever uma carta de motivação, elaborar um projeto, fazer um currículo em outra língua, preencher formulários e tudo o mais.

É realmente trabalhoso, mas necessário. E quanto mais você passa por esse processo, mais fácil fica 🙂 Por isso, mesmo que não seja aprovado no primeiro processo seletivo que tentar, não desista! Capriche mais na carta de apresentação (você tem que mostrar não só porque aquele programa lhe interessa, mas também que é a pessoa certa pra estar ali e como pode contribuir pra eles) e faça o que puder pra se destacar nos pré-requisitos, o que não é nada mais do que um investimento em você mesmo.

Pra isso, quanto mais cedo melhor: se esforce pra tirar boas notas na faculdade, se envolva em atividades extra-curriculares, aprimore seus conhecimentos em línguas estrangeiras (vale muito tirar um certificado tipo DELE, DELF/DALF, TOEFL, IELTS, etc, porque nunca se sabe quando vão ser exigidos – mas fique ligado porque se a prova for feita mais de dois anos antes da inscrição ela pode não ser considerada válida), enfim, faça o que puder pra ser o candidato ideal.

E mesmo que ainda não tenha tudo isso, saiba que nunca é tarde, e não deixe de tentar. Nunca sabemos com quem estamos concorrendo, nem o que pensa a banca examinadora, então sempre vale a pena ir atrás. Sem essa de “estou concorrendo com gente do mundo inteiro, nunca vou conseguir”. Se não se inscrever, aí é que você não consegue mesmo!

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