5 dicas de compra mais conscientemente

Posted in moda
on 4 de outubro de 2017

Ninguém está imune aos desejos impulsivos e consumistas. Queremos a lingerie que a atriz usou na novela, o batom da blogueira famosa e as últimas tendências o mais rápido possível. Não refletimos muito bem se aquilo tem a ver com o nosso estilo, apenas compramos. Esse tipo de consumo ainda é comum no nosso dia a dia, especialmente com tanta informação sendo compartilhada todo tempo. Mas, felizmente, um movimento está ganhando cada vez mais força entre as consumidoras.

Consumo consciente é um assunto que pauta a nossa visão atual da moda. Se ainda não o seguimos, estamos pelo menos pensando sobre. E esse é um ponto positivo: precisamos continuar falando sobre isso, e falando muito. As coisas não mudam de uma hora para outra, portanto, é importante manter a chama do questionamento acesa para que ela possa evoluir para uma ação mais efetiva no futuro.

Eu ainda estou no nível padawan dessa nova forma de pensar, e sei como tudo isso pode ser complicado e confuso. Mas uma coisa que aprendi é que a ideia não é parar de consumir e, sim, escolher melhor e buscar alternativas mais conscientes. É se reeducar. Portanto, o post de hoje vai para a mulherada que adora comprar, mas assim como eu começaram a questionar suas próprias atitudes e querem dicas de como começar uma revolução no seu próprio armário. 🙂

  • Invista em itens duráveis: Uma boa peça vai durar horrores dentro do seu guarda-roupa. Então, mesmo que o dinheiro gasto no item seja mais alto, é bom sempre lembrar que a qualidade será recompensada e você não precisará investir em algo igual por muito tempo. É o tal do custo-benefício que devemos levar em consideração. Nesse caso, vale a pena gastar um pouco mais em peças que são fundamentais para você – como uma boa calça jeans, por exemplo. E é fato: depois que você começa a consumir itens de melhor qualidade, você passa a nivelar todos os outros por cima e fica bem mais exigente com as suas compras.  Antes de passar para o próximo tópico, acho importante ressaltar que não é porque uma coisa é cara que ela, automaticamente, é de qualidade ou possui um processo justo de produção. Por isso, é fundamental buscar se informar sempre.
  • Compre de pequenos produtores: A chance dessa peça ser durável é bem maior do que uma rede de lojas fast-fashion. Portanto, o dinheiro investido, além de ser dividido de uma maneira mais justa para todas as pessoas que participaram do processo, ainda te dá uma maior segurança da qualidade da peça adquirida.
  • Opte por marcas conscientes: Felizmente, já podemos encontrar marcas que pensam muito a frente. Um dos termos que está ganhando cada vez mais destaque nesse meio é o upcycling, que “é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade”. Aqui no Brasil, a Comas, a Gabriela Mazepa e a Insecta Shoes são algumas das marcas que seguem esse processo. Portanto, você consome de marcas que diminuem drasticamente as demandas por material, preservando, assim, os recursos naturais do planeta.
  • Busque costureiras: No tempo das nossas mães e avós, sempre existia uma costureira de confiança. Era ela quem fazia as roupas para a família e você se lembra muito bem de fazer visitas à ela quando era criança. Essa história parece de um passado tão distante, né? Infelizmente, a cultura de fazer roupas em costureiras foi se perdendo. Criamos o hábito de já comprar pronto, de resumir o nosso corpo em P, M ou G e de nunca estarmos 100% satisfeitas com o caimento da peça porque, né, pelo menos foi baratinha. As costureiras aparecem lá no final, quando queremos ajustar a bainha ou a cintura de uma calça. Mas e se elas aparecessem logo no início da sua ideia? E se elas fossem responsáveis pelo melhor blazer do seu armário ou pelo vestido maravilhoso que só você tem? Não é uma tarefa fácil ir em busca da costureira perfeita, mas a caça vai valer a pena.

  • Garimpe em brechós: Os brechós possuem uma aura difícil de explicar. São tantas histórias que passaram por cada peça que a gente chega a viajar. Quem será que usava esse vestido? Será que ele foi importante para essa pessoa? Onde será que ela foi com ele? Como ela o usou? Tentar remontar a trajetória da peça faz a gente valorizar esse item que já viveu tanto. Consumir dessas lojas é a garantia de que nenhuma modinha efêmera vai te fisgar ou que alguém estará vestindo exatamente a mesma coisa que você. Além disso, já vi escrito por aí em algum lugar: a peça mais consciente é aquela que já existe. Portanto, deixe o preconceito de lado e valorize os brechós.

 

 

Leave a Reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Leia também