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Paolla Dantas

Desbravando Yangon, a maior cidade de Myanmar

Posted in Yangoon - Myanmar
on 30 de janeiro de 2019

Yangon é a maior e mais importante cidade de Myanmar. Conhecida também como Rangoon, foi a capital do país até 2006, quando foi substituída pela recém construída e bizarra Naypyidaw, bem off limits para estrangeiros.

Com uma população de mais de 5 milhões de habitantes, Yangon é uma das cidades do sudoeste asiático que mais cresce, e tem características únicas, que a gente só vê aqui.

Neste post vou te dar todas as dicas para explorar Yangon e suas singularidades. O que fazer, onde se hospedar e onde comer bem na maior cidade de Myanmar!

 

A História de Yangon

Eu amo descobrir a história dos lugares que visito. Imagine quantas lendas não tem Myanmar…

Dizem que o lugar onde hoje é Yangon era, no século VI, uma pequena vila Mon (religião que veio antes do budismo tibetano) chamada Dagon, que parece ter sido construída ao redor do lugar onde hoje está a Pagoda Shwedagon, o ‘ouro de Dagon‘.

Em 1755, o Rei Alaungpaya conquistou a região central do país e construiu ali Yangon, que logo passou a ter grande importância portuária, e transformou a cidade em um polo cosmopolita, com uma mistura incrível de culturas.Inglaterra, Birmânia, China, Índia, tudo isso junto e misturado, receita pra formação de um grande centro urbano que não para de crescer.

A Nova Yangon

A cidade corre. O trânsito é caótico, as ruas são cobertas por fios elétricos, por onde você olhe vai ver pagodas douradas, monges caminhando, rostos cobertos por Thanaka, e sorrisos avermelhados graças ao hábito de mascar noz de betel.

Yangon ou Rangoon?

Yangon foi considerada a capital da colônia britânica na Birmânia durante o século 19, e foi rebatizada pelos ingleses de Rangoon, um nome pra inglês ver’. Em 1989, a junta militar que controla o país desde 1962 anunciou que o nome da cidade voltaria a ser Yangon, seu nome original, mas como o assunto é controverso, alguns ainda usam Rangoon.

Quando visitar Yangon

A época ideal para conhecer Yangon é de novembro a fevereiro. O clima seco e mais fresco do ‘inverno’ ajuda nos passeios ao ar livre, mas ao mesmo tempo você vai ter que conviver com um número de maior de turistas. Já a estação chuvosa, de junho a outubro, não é muito recomendada por conta das monções. Nós visitamos Yangon no começo do período mais quente do ano, que vai de março a maio e o calor pode ser infernal!

Quantos dias em Yangon?

Passamos 2 noites em Yangon, mas eu recomendaria no mínimo 3, apesar de meus companheiros de viagem não terem ficado muito fãs da cidade.

Como se locomover em Yangon

Recomendo andar de táxi, já que estrangeiros não pode dirigir em Myanmar. E apesar do trânsito caótico, os táxis geralmente são bastante confiáveis. É comum negociar o preço da corrida antes da viagem.

O Que Ver em Yangon

  • Pagoda Shwedagon

Pagoda Shwedagon é um dos locais mais sagrados do budismo em Myanmar, e é a grande atração de Yangon. Recomendo chegar de tarde – ou bem cedinho -, e fotografar, fotografar, e fotografar. Depois, relaxe e assista o reflexo do sol caindo sobre o dourado da pagoda. Veja a noite chegar, interaja com os locais, acompanhe os ritos, tente entender a relação profunda dessas pessoas com uma religião milenar. A experiência de visitar países budistas e assistir ao ritual diário dessas pessoas sempre me faz refletir como o budismo faz parte de quem essas pessoas são. É incrível ver ao vivo a força da fé na vida dessas pessoas.

 

 

A entrada custa US$8 ou 8.000 kyat por pessoa. Se quiser, você pode contratar um guia por mais US$5.

Lembre-se de entrar sem sapatos, e manter pernas e ombros cobertos. Para os homens, recomendo a compra de um longyi – tipo um saião – logo no primeiro dia em Myanmar, vai ser bem útil.

 

**DICA: Não se esqueça também de levar uma sacolinha pra carregar seu sapato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Myanmar: Por Onde Começar?

Posted in Yangoon - Myanmar
on 27 de janeiro de 2019

Não me lembro exatamente de ter ouvido falar de Myanmar até ver na minha escala. Talvez tenha visto alguma imagem de uns dos templos e achado que era na Thailandia.

Myanmar, Mianmar, Burma ou Birmânia é um grande país no sul da Ásia, que faz fronteira com a China (Tibet), Índia, Tailândia, Bangladesh e Laos. É a misteriosa terra dourada, rica em pedras preciosas, e terra natal dos mais incríveis artesãos. Laca, mármore, bronze!

Um paraíso comandado por uma junta militar (SLORC), que só em 2012 começou a se abrir para o turismo estrangeiro, causando um boom no número de turistas – e nos preços, diga-se de passagem -, iniciando um processo de intensas e rápidas transformações.

Dando Adeus à Burma

Myanmar era uma colônia britânica, chamada Burma – Birmânia em português -, e tornou-se independente em 1948. Só em 1989 a junta militar mudou o nome do país de Burma para Myanmar.

Apesar da resistência internacional e da NDL, a Liga Nacional para a Democracia, principal grupo de oposição à junta militar, o nome Myanmar foi incorporado, mesmo porque, ambas as palavras tem as mesmas raízes etimológicas. Como já dá pra perceber, a instabilidade política no país, apesar de mais controlada nos dias de hoje, ainda existe, e é algo a ser vencido nos próximos anos.

Por onde Começar, se você quer visitar Myanmar

Comece usando esses guias turísticos em livro ou pdf, um dos mais atuais são os do Lonely Planet Myanmar (Burma), que é sempre um favorito da galera, e muito útil, mas não é dos mais completos. Como eu já disse, as coisas em Myanmar estão mudando em uma velocidade alucinante, e as publicações não conseguem acompanhar esse ritmo.

Rough Guide, outro best seller também lançou uma nova versão do seu guia de Myanmar, e pode ser uma alternativa interessante. Agora, se você quer boas referências em português, no último ano apareceu pela rede ótimos relatos de blogueiros e blogueiras, com dicas super práticas, e que me ajudaram muito.

Visto para Myanmar

Como sou comissária a empresa se encarregou do meu visto, mas voces aqui do blog eu fiz uma pesquisa e descobri que brasileiros podem pedir o visto online. É um processo muito fácil, custa U$50, pagos com cartão de crédito. A resposta chega por e.mail, e depois é só imprimir o visto e levar ele com você.

Qual é a melhor época para visitar Myanmar?

Myanmar tem duas estações diferentes: a estação seca, de outubro a maio e a estação chuvosa, ou época das monções, de maio a outubro.

Os meses de março a junho costumam ser os mais quentes do ano, com temperaturas altíssimas, geralmente maiores que 40° C.

Viajamos em março, e o calor era intenso, mas não insuportável. Em Bagan, principalmente, começávamos o dia BEM cedo, com uma parada para almoço e descanso até às 15, 15:30. Foi essencial para termos feito uma viagem tranquila, sem nenhum problema de saúde física ou mental!

Moeda e câmbio em Myanmar

A melhor escolha é levar seu dinheiro em notas novas de 100 dólares, sem nenhuma marca ou amassado. O ideal é trocar seu dinheiro no aeroporto ou no banco, onde você consegue a melhor taxa de câmbio.

1 USD = 1000 KYAT

Pagamentos com cartão de crédito geralmente têm um acréscimo de 2-5%, e a preferência é sempre por Mastercard, a primeira operadora de cartão de crédito a atuar no país. Levei um susto no desembarque em Yangon com tantas propagandas da Mastercard e da Samsung.

Você também encontra vários ATMs espalhados pelas cidades maiores, e hotéis, mas é melhor não contar com eles não.

Recomendações para uma viagem para Myanmar

1. Tire seus sapatos antes de entrar nos templos. Acho que essa é a dica mais importante. Eu mesma esqueci algumas vezes e levei várias broncas.

2. Vista-se de maneira confortável, mas esqueça shorts e/ou regatas. Mesmo os rapazes… Joelhos e ombros devem estar cobertos dentro das pagodas e dos templos.

Outra dica bem legal são as camisetas da Extreme UV. Elas são ótimas, super confortáveis e levinhas e ainda possuem proteção solar. Nem preciso dizer que foram aprovadíssimas! Usamos muito e adoramos a praticidade de poder lavá-las na pia do quarto de hotel. Eles foram nossos parceiros nesta viagem, e produziram camisetas personalizada para toda a turma aqui.

E aí?! Se animou? Que tal tirar essa viagem dos sonhos do papel e pegar a estrada?

 

 

Vida de Comissária Internacional

Posted in Vida de Comissária
on 23 de setembro de 2018

Olá minha gente linda!!!! Voltei, com mais um post e dessa vez ésobre minha nova profissão Comissária de Bordo Internacional…

Eu sei que muitas pessoas sonham com a carreira de comissário de bordo imaginando apenas no “glamour” da profissão, e não pensam só trabalho em si; Eu sei que através dela é possível viajar pelo mundo todo, hospedando-se em bons hotéis, conhecendo pessoas e lugares novos todos os dias e vivendo completamente sem rotina.

Mas quero e preciso ressaltar que apesar dos muitos benefícios proporcionados pela profissão, essa carreira de comissária de bordo também é muito exigente e com isso muitas responsabilidades também.

Além do atendimento ao cliente (passageiro), o comissário de bordo tem a responsabilidade de ser um importante elemento de segurança da aeronave, consequentemente de todos que estejam no avião. Nossa principal missão é garantir a segurança, tranquilidade e conforto dos passageiros e tripulação é claro que além disso, é necessário também que sejamos comunicativos, simpáticos e principalmente paciente, sabendo controlar situações complicadas, transmitir autoridade e respeito quando necessário e, principalmente, ter facilidade em se adaptar às situações diversas.

A carreira de comissário de bordo não exige formação superior, mas é bastante rigorosa quanto aos cursos, treinamentos e exames específicos, além de exigir uma licença de de voo.

Requisitos da carreira

  • Idade: É necessário ter no minimo 21 anos de idade para exercer a profissão internacionalmente, e não é um limite máximo de idade estabelecido de maneira expressa.
  • Altura: Em algumas empresas como Emirates exigem a altura minima de 1,60 cm. Já em Outras como Qatar Airways e Etihad você deve apenas alcançar 210 cm (pode fica na ponta do pé caso necessário).
  • Experiência: Não há exigência de experiência na área sendo que os cursos de formação e especialização são suficientes para preparar o candidato adequadamente.
  • Formação escolar: a exigência é de ensino médio completo.
  • Conhecimento de idiomas: No caso da carreira nacional o conhecimento de outros idiomas não chega ser uma exigência, mas sim um diferencial do profissional. Mas para a carreira internacional é imprescindível à fluência do inglês, ao menos.
    Devido à diversidade de pessoas com quem o comissário terá contato, quanto mais idiomas diferentes você for fluente melhor será sua comunicação e maiores serão as chances de boas companhias procurarem por você para contratação. Existem alguns casos em que é necessário falar o idioma da companhia, como é o caso da Air France que exige a fluência em francês.

O próximo passo é enviar currículo para as companhias aéreas e aguardar ser chamado para uma entrevista. Quando você for contratado, a companhia deverá oferecer instruções teóricas e práticas sobre o modelo de avião que você irá trabalhar. Somente após a realização e aprovação nessas etapas a companhia aérea solicitará à expedição da licença e do Certificado de Habilitação do comissário, que permitirá o exercício legal da profissão.

Minha maior dica para conseguir uma vaga de comissário é não ficar esperando, e sim enviar currículos para as empresas que você deseja trabalhar.

Rotina é realmente algo bem difícil de ter nessa profissão, sendo que o mais próximo disso que você irá chegar é conhecer a sua escala de viagem.

Ainda ficou com alguma dúvida sobre a carreira de comissária de bordo? Aproveita e acessa o link abaixo e vem saber porque virei comissária

Entre em contato e conte para a gente.