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Dicas de Intercâmbio

Por que a proficiência no inglês é essencial para estudar no exterior?

Posted in Dicas de Intercâmbio
on 15 de maio de 2017

Posso estudar fora sem saber falar inglês?

Não há escapatória. A resposta, na grande maioria dos casos, é não. Para estudar no exterior é necessário ter certa fluência no inglês ou em um outro idioma, dependendo do seu destino de estudo. No entanto, a melhor pergunta a ser feita é: O meu inglês é bom o suficiente para estudar no exterior?

A resposta vai depender do tipo de curso que você está interessado. Usaremos o inglês como exemplo, mas as dicas valem para qualquer segundo idioma (espanhol, francês, alemão, italiano, mandarim, japonês, etc).

Curso de inglês

Se a sua intenção é se inscrever em um curso de idioma no exterior, você obviamente não precisará ter uma fluência avançada. Os estudos dependerão do nível de sua proficiência. As escolas de idioma estrangeiras costumam exigir algum tipo de prova dos estudantes para que possam identificar em qual nível e turma eles devem começar os estudos. Estes cursos geralmente são divididos entre iniciante, intermediário e avançado e oferecem aulas de escrita, leitura, conversação e compreensão oral.

Há também cursos de inglês com alguns propósitos específicos. Um exemplo é o curso de Inglês com Objetivo Acadêmico, para quem quer se preparar para uma graduação ou pós-graduação no exterior. Além das quatro habilidades essenciais, estes cursos têm disciplinas mais específicas que ajudam o estudante a se familiarizar com o ensino superior no exterior, como, por exemplo, trabalhos e apresentações acadêmicas. Outros cursos de idioma populares são os preparatórios para o TOEFL, IELTS ou outros testes de proficiência no inglês. Nestes dois casos, você já deve ter certa fluência no inglês e o curso terá o papel de ajudá-lo a aperfeiçoar as suas habilidades de acordo com o seu propósito.

Mesmo que você esteja matriculado em um curso de nível iniciante no exterior, é sempre bom aprender algumas coisas básicas para ter mais independência durante os seus primeiros dias no país.

Cursos acadêmicos

Para cursar uma graduação ou pós-graduação no exterior, a fluência no inglês é essencial. A admissão em um curso acadêmico em uma instituição estrangeira depende de uma série de requisitos obrigatórios, entre eles, um exame de proficiência no inglês como o TOEFL e o IELTS. Cada universidade estipula uma nota mínima obrigatória diferente, que varia de acordo com a área de estudo e o nível do curso. Portanto, você deve entrar em contato com a sua instituição estrangeira para saber quais testes são aceitos por ela e qual é a nota mínima em proficiência exigida para o seu curso.

Independentemente da nota de corte, a proficiência no inglês será de grande importância para ser admitido no exterior. Este requisito se faz necessário para que o estudante esteja preparado para cursar uma graduação ou pós-graduação lecionada em inglês. Afinal, você frequentará aulas ministradas no idioma, terá de se comunicar com professores e colegas em classe, lerá apostilas e livros, e fará trabalhos acadêmicos em inglês. Se você não tiver a fluência necessária para isso não terá um bom aproveitamento do curso.

Comunicação em inglês

Não importa se o seu curso for de inglês ou um doutorado, uma vez no exterior, você terá de se comunicar em inglês a partir do momento que pisar em terras estrangeiras. Outra pergunta comum é: Saberei me comunicar em inglês?

A dica principal é, independente do seu nível de fluência, não tenha medo de errar! Puxe conversa, frequente diferentes ambientes, coloque em prática tudo o que você aprendeu sem vergonha de tentar. Claro que se você tiver proficiência intermediária ou avançada as coisas serão mais fáceis. Mas, mesmo com fluência mínima já é possível se comunicar no idioma. Lembre-se que você está no país para aprender!

Como estudar no exterior pode melhorar o jeito como você pensa

Posted in Dicas de Intercâmbio
on 1 de maio de 2017

Mais inteligente ou mais esperto ?

Estudar, seja no seu próprio país ou no exterior, irá melhorar sua capacidade de raciocínio, conhecimento e criatividade. Isso é bem óbvio. No entanto, vários estudos recentes mostram que estudar fora pode melhorar sua cognição em um grau muito maior do que permanecer na sua terra natal.

Criatividade

Embora muitas vezes sugerido informalmente, por escritores como Ernest Hemingway e Lord Byron, agora psicólogos e neurocientistas começaram a examinar mais de perto a mudança mental das pessoas que passaram algum tempo no exterior.

De acordo com Adam Galinsky, professor da Columbia Business School “Experiências num país estrangeiro aumentam tanto a flexibilidade cognitiva e de profundidade quanto a integração de pensamentos, que é a capacidade de fazer conexões profundas entre diferentes formas” diz ele.

“Mas não é apenas sobre ir para o exterior” Galinsky continua, “A chave crítica do processo é o engajamento multicultural, imersão e adaptação. Alguém que vive em um outro país e não se envolve com a cultura local, provavelmente vai ter um menor impulso criativo do que aqueles que viajam para fora e realmente se envolvem com o ambiente local”.  Ou seja, em outras palavras, você não pode ser passível ao viajar e esperar que você se torne mais criativo. Você tem que desafiar a si mesmo.

As vias neurais são influenciadas pelo ambiente e hábitos, ou seja, eles também são sensíveis a mudanças. Em essência, o que você faz, faz você a pessoas que é. Todas essas novas experiências e sensações experimentadas ao viajar e estudar podem desencadear sinapses latentes no cérebro e elas tem o potencial de revitalizar sua mente.

Autoconhecimento

Frequentemente se diz que as pessoas vão para o exterior para encontrarem a si mesmas. Por isso, elas geralmente querem encontrar a extensão de seus limites e ver como é a sua melhor versão. Temos a sorte de ver agora o que este processo significa em termos reais.

Mary Helen Immordino-Yang, uma professora associada em educação e psicologia da Universidade do Sul da Califórnia, diz que:

“O que muita pesquisa na área de psicologia vem mostrando agora é que a habilidade de se envolver com pessoas de outras culturas e a capacidade de sair da zona de conforto social está ajudando a construir um forte sentido de aculturamento do próprio eu.”

Com isso, ela quer dizer que nós nos entendemos melhor contrastando nossas personalidades com uma variedade de pessoas diferentes. Esse entendimento traduz-se em autoconfiança e força interior.

Além disso, ao vir conhecer diferentes culturas, você ganha um sentido de confiança maior nas pessoas que resulta uma sensação de fé na humanidade e, portanto, uma maior sensação de segurança em si mesmo. Esse efeito também é aplicado ao viajar simplesmente pela responsabilidade e independência obtida por ter que gerenciar a si mesmo longe de casa.

Confiança e independência

Esta confiança adquirida ao viajar e viver no estrangeiro também pode melhorar a forma como interagimos com as pessoas. Uma pesquisa feita por Dra. Julia Zimmermann e Dr. Franz Neyer comparou o desenvolvimento da personalidade dos estudantes universitários alemães que estudaram pelo menos um semestre no exterior.

Os resultados mostraram que aqueles que iam estudar fora, geralmente se tornavam mais extrovertidos e eram mais propensos a desfrutarem de estar perto de outras pessoas, e quando voltavam para casa, eles tendiam a serem mais abertos para novas experiências, mais afáveis e com melhor estabilidade emocional.

A compaixão também tende a aumentar segundo Tom Champion, que foi estudar em Singapura por 18 meses. “Ver o mundo através dos olhos de um estrangeiro me levou a entender meus hábitos culturais antes invisíveis e aprimorar o meu senso de empatia e minha capacidade de compreender os outros”

Saúde mental

Assim como é importante manter seu corpo fisicamente ativo para impedir que ele se degrade (por sinal, viajar para o exterior também é excelente para a sua saúde física), você deve manter sua mente ativa e exercita-la para que ela funcione bem. Paul Nussbaum, psicólogo e professor da Universidade de Pittsburgh, disse que os benefícios de viajar são grandes o suficiente para evitar doenças como o Alzheimer.

“Quando você expõe o seu cérebro para um ambiente inovador e complexo ou novo e difícil, ele literalmente reage” explicou. No cérebro crescem dendritos, permitindo assim a capacidade dele crescer. Embora este efeito possa ser alcançado jogando tênis, lendo Shakespeare, ou aprendendo xadrez, viajar acaba sendo o método ideal para alcançar esse crescimento.

“Viajar, por definição, é deixar seu cérebro ir para um lugar que é novo e complexo” diz ele. “Você fica um pouco atordoado e seu cérebro reage ao ser envolvido e então você começa a processar em um nível profundo”

Reforçando novamente, essa melhoria leva um pouco de esforço. “Você simplesmente não quer ser mecânico e passivo” Nussbaum continua. Embora os benefícios de até mesmo uma viagem curta, podem valer a pena para o resto de sua vida. “A viagem permanece com você e traz de volta memórias e experiências positivas. Você tem a capacidade de ir lá atrás nas suas lembranças”

Então, se você está numa posição vantajosa e tem a oportunidade de estudar no exterior, por que não assumir o risco e comprometer-se a uma nova cultura? Seu cérebro vai te agradecer sempre por isso.

TOEFL e IELTS: tudo o que você precisa saber sobre os principais testes de domínio da língua inglesa

Posted in Dicas de Intercâmbio
on 12 de abril de 2017

O TOEFL e o IELTS são os principais testes de conhecimento da língua inglesa…

Para aqueles que pretendem fazer graduação ou pós-graduação no exterior. Os dois fazem parte do processo seletivo e são pré-requisitos para estudar em um outro país. Com o resultado dos exames é possível escolher instituições de mais de 130 países diferentes, já que muitas universidades e faculdades oferecem opções de cursos em inglês para estudantes estrangeiros. Conheça cada uma das provas e escolha a mais indicada para realizar os seus planos!

Como são as provas?

Tempo total:

  • TOEFL – 4h com intervalo
  • IELTS – 2 h 44 min,  sem intervalo

Importante: existem dois tipos de exames IELTS, o Geral e o Acadêmico. O Geral é voltado para aqueles que pretendem emigrar para um país de idioma inglês ou testar o nível da língua; e o Acadêmico para aqueles que querem fazer graduação ou pós-graduação. Na prática, a diferença entre os dois está na parte de Writing e Reading. Na primeira etapa do Writing Geral você deve escrever uma carta e, na segunda, um essay com o seu ponto de vista sobre um tema específico. Já no Reading Geral, você vai ler textos básicos do dia-a-dia, como: anúncios, textos de jornais e revistas.

Como funciona o sistema de notas?

É importante lembrar que nenhum dos dois exames classificam os alunos como aprovados ou não. Ambos usam um sistema de pontuação específico para classificar o nível de conhecimento de cada aluno.

No TOEFL a nota varia de 0-120 e cada parte da prova vale 30 pontos. Segundo o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas, uma pontuação global no TOEFL iBT entre 57-86 é equivalente a um nível B1 em Inglês, nível intermediário. Uma pontuação entre 87-109, é semelhante a ter o nível B2, intermediário maior; e entre 110-120 equivalem ao nível C1, que é um nível avançado.

No IELTS as notas vão de 1 a 9, sendo 1 a nota mais baixa e 9 a mais alta. De acordo com a Referência de Estruturas de Línguas Europeia Comum, as notas de 1 a 3.5 correspondem aos níveis A1 e A2, básico. As notas 4 a 5 equivalem ao nível intermédio B1, as notas entre 5.5 e 6.5 correspondem ao nível B2 intermediário avançado, as notas entre 7 e 8.5 se ligam ao nível C1 como conhecimento avançado e as notas 9 que são equivalentes ao C2, nível de fluência total no idioma.

Onde e quando eu posso fazer as provas?

Na hora de se inscrever para qualquer um dos dois exames, você terá acesso as datas disponíveis e locais de prova, e vai poder escolher um que seja mais próximo a você. No TOEFL, as inscrições podem ser feitas online, pessoalmente, por telefone ou correio. Já no caso do IELTS, as inscrições são feitas pela internet ou nos centros que aplicam o teste.

Quanto custa cada prova?

Para fazer a prova do TOEFL você terá que desembolsar US$ 215, já a prova do IELTS custa R$ 500. Para obter os valores atualizados do TOEFL clique aqui e do IELTS aqui.

Como e quando saberei a minha nota?

As notas do TOEFL iBT podem ser acessadas, através da internet, de 10 a 13 dias após a realização do exame e você recebe o resultado no endereço cadastrado de 4 a 6 semanas depois da prova. Também é possível solicitar o envio gratuito dos resultados para sua instituição de interesse.

Os alunos que fizerem o IELTS receberão uma cópia do certificado 13 dias após a data do exame. Alguns centros também enviam mensagens SMS e oferecem um serviço online de resultados. Além disso, o centro de exames envia até cinco cópias gratuitas para as suas instituições de interesse.

Posso fazer a prova de novo?

Sim, você pode refazer os dois quando e quantas vezes quiser! O TOEFL não pode ser repetido em um período de 12 dias, enquanto o IELTS é aplicado em 48 datas fixas todos os anos, até quatro vezes por mês, dependendo da demanda local. O ideal é que você tenha tempo para se preparar novamente para o teste.

Existe intervalo entre cada etapa da prova?

Durante a prova do TOEFL você pode ir no banheiro a qualquer momento e existe um intervalo obrigatório de 10 minutos depois das etapas de Reading e Listening. Mas, lembre-se que o tempo total da prova é de 4 horas e o cronômetro não para. Já no caso do IELTS, não existe intervalo entre as etapas do teste, que são feitas de uma vez só. A diferença é que, dependendo de onde você fizer a prova, a parte do Speaking pode ser realizada no mesmo dia ou até 7 dias antes ou depois da data do seu exame.

Quais faculdades aceitam o exame?

O TOEFL é aceito por mais de 9.000 instituições de Ensino Superior, Universidades e agências de 130 países diferentes. Você ainda pode usar a sua pontuação para aplicar para os vistos da Austrália e Reino Unido. Já o IELTS é aceito por mais de 8.000 organizações diferentes. Para conhecer as instituições que aceitam o TOEFL clique aqui; e o IELTS aqui.

As provas tem validade?

Os certificados dos dois exames são válidos por 2 anos a partir da data de realização do exame.

Qual dos dois exames é o mais indicado para mim?

Antes de escolher qual dos testes você vai fazer, verifique qual deles é aceito pela instituição que você pretende estudar. Se você prefere ir para os Estados Unidos, o mais indicado é o TOEFL. Já para os países da Europa e Reino Unido, o IELTS é a melhor opção.

Se você está precisando de uma força nos estudos, vale conferir as opções de testes online e gratuitos que o TOEFL e o IELTS disponibilizam para ajudar os alunos a se preparar para o dia do exame. 

Ainda tem dúvidas sobre alguma das duas provas? A gente já falou especificamente sobre o TOEFL aqui e o IELTS aqui!